sexta-feira, 15 de abril de 2011

Verdade Absoluta

Você é a canção que me conforta
É a alegria que me bate à porta
A luz que ilumina a multidão
O Sol que aquece o meu coração.

Você não é tudo, você é muito mais
Mais do que supõem, pobres mortais
Incrédulas palavras jorrantes ao vento
Turbilhão de sensações em um só momento.

O mundo desanda nesse insano fluxo de desejo
Mais do que um sonho, mais do que um beijo
E que árdua oposição não há de comover.

Durante anos ou dias, um século ou um minuto
Momentos confusos ou de êxtase absoluto
No brilho dos teus olhos irei sobreviver.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Versos de Submissão

Descrevo aqui o denunciadamente óbvio
Cobiça desenfreada que a distância só fez arder
Os badalos do tempo não puderam dissolver,
         E palavras singelas sempre alcançam.         

Ao passo que sorria meu riso ficava estático
Pensamentos mutavam e transmutavam um lobo
Com o olhar queria devorar-te a boca, tão bobo
Saquear o teu coração e ser saqueado.

Queria sentir e abraçar o teu perfume
A cada manhã ensolarada provar do seu sorriso
Repetir ao leste e ao oeste o quanto de ti preciso.

E que meus versos voem pelo mar
Digam aos diversos mundos o quão sou exagerado,
Louco e exageradamente apaixonado.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Doce Dependência

Às vezes imagino-me sem você
Talvez assim cerrasse tão agoniante dor
Mas de que adianta não mais sofrer
Sem do seu corpo sentir o ardor?

Às vezes indago o que faria sem mim
Apesar de a minha dependência ser a infinita
Mas sei que por dentro sua boca sorri
Sempre que exclamo uma frase bem dita.

Só não entendo tamanha insistência
Prefere aos prantos pelos cantos ficar
Do que amenizar a minha doce carência.

Entrelaçada nos meus braços seria mais feliz
De tristeza nunca mais iria lacrimejar
Eu sou o que você precisa, o que você sempre quis.

sábado, 21 de agosto de 2010

Cronologia Do Amor

Cresce rasteiro na calada da noite
Escondendo-se para, quem sabe, ser visto
Ainda mal descobrira o sujo e o indecente,
Mas em verso e sentimento já pode ser descrito.

Com o passar da aurora toma a alma
Agora é feito puramente de cobiça e desejo
Não mais se reconhece a doçura ou a calma
E a inocência, aparece apenas de lampejo.

A luxúria traz consigo o desgaste
Paixão torna-se uma insensatez descartável
No coração já não bate mais tão forte,
Nunca mais se recordara do inesquecível.

Morte agora se chama sinônimo
O peito nunca pulsará como pulsou antes
Substituir amor por dor agora é fenômeno 
E o que tomava a alma, agora toma as estantes.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Confissões Cruéis

Sua pele tornara-se morbidamente frígida
O medo silenciava todos os quartos vazios
E eu, sedento por aqueles lábios macios,
Rompia aos poucos aquela alma rígida.

A morte, com o tempo, já não me excitava
Devaneava o futuro em minha loucura,
Extasiado naquele sorriso cor de ternura
Tamanha excelência sutilmente me alucinava.

E com o contorcer dos ponteiros do tempo
Minha mente se retorcia naquele novo engano
Porém, amá-la seria meu derradeiro alento.

Singelo e sem culpa era meu encanto
Que no sabor da luxúria, doce e profano,
Cerrava aos poucos um longo pranto.

sábado, 1 de maio de 2010

Vício

Pela janela da sala ouve-se uma estranha voz,
Algum nobre desalmado que pela rua canta
Tem o tom rasante como o vôo do albatroz
E assim como aquela moça, a todos encanta.

Ironia encarnada em verdes cores
Dizem ser da beleza a personificação
A Lua e o Sol espalham rumores
De que seja ela uma nova interrogação.

Segredos ocultos de forma meticulosa,
Aparentam escritura em idioma fenício
E enquanto decifro sua alma misteriosa 
Descubro que observá-la tornou-se um vício.

A Bela dos meus sonhos

Existência em simplicidade magistral
Com a candura que nunca havia visto
Tem essência da qual eu necessito,
Essência que deixa meu coração confuso.

Não exita em usar suas artimanhas
Sabe bem como deixar um amásio louco
E comigo precisou ela de muito pouco,
Seu tom sarcástico, algo fantástico.

Mas se cura meu mal acaso tiver
Por favor, me encondam a verdade
Prefiro sobreviver de insanidade.

Pois apenas nos sonhos eu a alcanço
Ela mora distante, em outro mundo,
E só posso tocá-la em sono profundo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Amanhecer

E se em vida eu amanhecer
Quero que meu coração pulse livre,
Forte e compassadamente por você
Em esperançosa ilusão se equilibre.

Bata como no dia em que a descobri,
Mais uma peculiar manhã de verão
Apenas a admirei e então sorri
Começara ali minha nova devoção.

Desde então foi impossível resistir
Meus olhos não mais hesitavam em reluzir,
Agiam assim sempre que a sentiam por perto.

Brilhavam com a euforia da verdade,
Com a angústia de sua incontrolável vontade 
A dor de um amor recém descoberto.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Reviver

De repente meu peito ficou latejante
Corpo e alma entraram em sofrimento
Nunca havia ficado tão oscilante,
Crescia em mim algum novo sentimento.

Foi quando avistei o seu olhar,
E a pureza com que ela sorri
Eu mal podia acreditar,
Que a paixão enfim revivi.

Era aquela moça de pele branca,
Ela me devolveu a vontade de viver
Pôs meu coração em recuperação franca,
Talvez agora até volte a bater.

A mais doce que já encontrei,
E a única que eu realmente quis
Se é a mais bela ainda não sei, 
Mas só ela me faz feliz.

Insensatez

Quisera-me ser não mais um desconhecido
E então banido de tão sombrio e tétrico ermo
Buscar o amor que foi a mim definido,
Sanando e salvando meu coração enfermo.

Que possa eu de teu sorriso me deleitar
Apreciar toda sua candura e lucidez
Então poderei por ti me apaixonar,
Pondo fim à minha loucura e insensatez.

A devoção cresce com a aurora
Dissipando-se em sorrisos e luz
Como um pássaro em voz sonora,
Que o amor pelos ventos conduz.

E que um dia nossas almas cegas,
Com serenidade e discernimento
Possam soltar-se de suas pregas,
Enfim cultivando o real sentimento.